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Para os que gostam de instrumentalizar a memória de Alexandre Herculano a favor de um "neocatolicismo" que triunfou no século XX e que ele combatera à nascença, há a dizer que a Igreja de Herculano terá mais a ver com isto do que com isto. Quanto ao mesmo procedimento com Tocqueville e Acton, seria interessante saber o que o primeiro diria de tais inovações, em 1854 e 1870 (sobretudo se tivesse vivido para ver o I Concílio do Vaticano), já que de Acton sabemos que ficou em "exílio interno" para não chegar à ruptura consumada pelo seu mestre Dollinger (esse outro ilustre "velho-católico" que já é mais difícil pôr ao serviço do papismo).